27 de jul. de 2014

A Copa dos Livros: Grupo C

               

Oi pessoal, como vocês estão?

Primeiramente eu não sei como devo definir isso. Não sei se é algum tipo de TAG ou um local onde eu dou dicas de livros, mas vou utilizar os dois. Essa TAG foi criada pela Pah do blog Lendo e Escrevendo. E a ideia central dessa TAG é apresentar livros de acordo com os grupos da Copa do Mundo. Hoje vou fazer do Grupo C, que conta com a Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e o Japão.


COLÔMBIA:


Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Márquez: "Em 'Cem anos de solidão', Gabriel García Marquez narra a história da família Buendía, uma estirpe de solitários que habitam a mítica aldeia de Macondo. A história desenrola-se à volta desta geração e dos seus filhos, netos, bisnetos e trinetos, com a particularidade de que todas as gerações foram acompanhadas por Úrsula (que viveu entre 115 e 122 anos). Esta centenária personagem dará conta que as características físicas e psicológicas dos seus herdeiros estão associadas a um nome: todos os José Arcadio são impulsivos, extrovertidos e trabalhadores enquanto que os Aurelianos são pacatos, estudiosos e muito fechados no seu próprio mundo interior. Os Aurelianos terão ao longo do livro a missão de desvendar os misteriosos pergaminhos de Melquíades, o Cigano, que foi amigo de José Arcadio Buendía. Estes pergaminhos tem encerrados em si a história dramática da família e apenas serão decifradas quando o último da estirpe estiver às portas da morte."

GRÉCIA: 



Odisseia do Homero: "A Odisseia, assim como a Ilíada, é um poema elaborado ao longo de séculos de tradição oral, tendo tido sua forma fixada por escrito, provavelmente no fim do século VIII a.C. A linguagem homérica combina dialetos diferentes, inclusive com reminiscências antigas do idioma grego, resultando, por isso, numa língua artificial, porém compreendida. Composto em hexâmetro dactílico era cantado pelo aedo (cantor), que também tocava, acompanhando, a cítara ou fórminx, como consta na própria Odisseia (canto VIII, versos 43-92) e também na Ilíada (canto IX, versos 187-190). O poema relata o regresso do protagonista Odisseu - do qual deriva o título da obra - (ou Ulisses, como era conhecido na mitologia romana), um herói da Guerra de Troia. Como se diz na proposição, é a história do “herói de mil estratagemas que tanto vagueou, depois de ter destruído a cidadela sagrada de Troia, que viu cidades e conheceu costumes de muitos homens e que no mar padeceu mil tormentos, quanto lutava pela vida e pelo regresso dos seus companheiros”. Odisseu leva dez anos para chegar à sua terra natal, Ítaca, depois da Guerra de Troia, que também havia durado dez anos."


COSTA DO MARFIM: 


ala e as crianças soldados alta
Alá e as Crianças Soldados de Ahmadou Kourouma: "Um dos principais autores de língua francesa da África nos leva a um dilacerante mergulho num continente com estratos sociais inteiros em decomposição, tomando-se como exemplo a ignomínia de crianças-soldados. Centrada na figura de Birahima, um menino que se envolve nas guerras tribais africanas quando, ao ficar órfão, atravessa parte do continente em busca da tia. A história se passa em meio aos conflitos da Libéria e de Serra Leoa ocorridos nos anos de 1990. De um lado os cacos de um continente em decomposição moral, social e política e, do outro, um acerto de contas de um dos maiores autores da África com a língua do colonizador, “não adaptada para apresentar as realidades africanas”. O resultado nos chega num dilacerante road book africano de proporções absolutamente farsescas (“Eu aumento a realidade para que ela tome uma dimensão aceitável. O humor permite colocar distância, enfrentar a antropofagia, o modo pelo qual as guerras são praticadas, como as pessoas morrem.” – Magazine littéraire, set. 2000), no qual nenhuma ferida fica intocada, e elas são inúmeras. Alguns exemplos saídos diretamente da fértil imaginação de Ahmadou Kourouma – mas, como ele mesmo diz, não precisa inventar nada, é só ler os jornais: orfanatos e asilos que freiras defendem de metralhadora em punho, sessões de desenfeitiçamento “feitas só com o coronel Papai bonzinho durante horas. Diziam que durante aquelas sessões Papai bonzinho ficava pelado e as mulheres também”; enfim, onde as putrefatas frentes guerrilheiras e os bandidos alçados à chefia de Estados sangrados são quixotescas paródias dos movimentos de libertação dos anos 60 – os Nkrumah, Lumumba e Nyerere e outros pais da independência africana certamente devem recorrer a todos os fetiches possíveis em seus túmulos contra gente da laia dos Samuel Doe, Charles Taylor, Foday Sankoh, que mais recentemente andaram ocupando as manchetes da imprensa mundial."

JAPÃO: 



Beleza e Tristeza de Yasunari Kawabata: "Ela é sua circunstância. Escrevendo em meados do século XX, sua obra tem por contexto histórico a modernização voluntária do Japão antes da Segunda Guerra, e sua ocidentalização (ou americanização) compulsória depois da derrota. Isso se reflete no livro de muitos modos. Por um lado, a própria forma do romance realista-psicológico é ocidental. Por outro lado, a visão de mundo é japonesa. E se o romance, no sua origem, é narração, isto é, ação, na sua migração para o Japão se torna contemplação. Uma contemplação, porém, expandida para a dimensão de um romance, e perturbada pela presença do passado no presente, assim como pela invasão do presente de um passado ainda marcante. Nas palavras do posfaciador, “Cenários e objetos apresentados não apenas situam a ação, mas caracterizam especialmente a inação, mais precisamente, a contemplação da situação. Kawabata dá preferência a ambientes esvaziados, silenciosos, em momentos inertes. Quando figura situações movimentadas, sugere que são desagradáveis, ruidosas, perturbadoras. Assim, desde a primeira cena no trem vazio, [contempla-se] a paisagem do Monte Fuji, interrompido pela presença ruidosa de turistas americanos. [...] Paisagens e vistas panorâmicas são como que pintadas no texto. [E se] o cenário interessa, é pelo simbolismo da ausência, seja do passado histórico que assombra os monumentos, seja da melancolia da contemplação solitária, seja da catástrofe anunciada ao futuro”.



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